Conflito
étnico mata mais de 100 na Nigéria
JOS, Nigéria (Reuters) - Mais de 100 pessoas morreram
neste domingo em conflitos entre nômades islâmicos
e aldeões cristãos perto da cidade nigeriana
de Jos, onde a violência sectária causou centenas
de mortes em janeiro, disseram testemunhas.
Aldeões em Dogo Nahawa, ao sul de
Jos, disseram que nômades da etnia Fulani das montanhas
ao redor da cidade atacaram por volta das 3h da manhã
no horário local (23h de sábado de Brasília),
atirando para o alto antes de esfaquearem aqueles que saíam
de casa.
Uma testemunha da Reuters que visitou o
vilarejo contou cerca de 100 corpos empilhados ao ar livre.
Pam Dantong, diretor médico do hospital estadual
de Plateau, em Jos, mostrou a jornalistas 18 cadáveres
que foram trazidos do vilarejo, alguns deles parcialmente
queimados.
Autoridades disseram que outros corpos foram
levados para um segundo hospital na capital do Estado. Não
ficou claro o motivo da violência.
"Eles chegaram por volta das 3h da
manhã e começaram a atirar para o alto",
disse Peter Jango, morador de Dogo Nahawa.
"O tiroteio foi só para tirar
as pessoas de suas casas e depois, quando as pessoas saíram,
eles começaram a cortá-las com facões",
disse ele, com mulheres chorando atrás.
Quatro dias de conflitos étnicos
em janeiro entre multidões munidas de armas de fogo,
facas e facões mataram centenas de pessoas em Jos,
a capital do estado de Plateau, que fica entre o norte muçulmano
da Nigéria e o sul predominantemente cristão.
O mais recente confronto na instável
região vem num momento difícil para a Nigéria,
com o presidente interino Goodluck Jonathan tentando afirmar
sua autoridade enquanto o líder Umaru Yar'Adua continua
muito doente para governar.
(Reportagem de Shauibu Mohammed)
fonte:uol noticias